Depois penso no título

Eu não vou trocar de nome

4 notas

Meu (ou Nosso) Carnaval

Passou-se mais um Carnaval, segundo os maias o meu último, mas eu não acredito em civilizações extintas, afinal, se eles pudessem prever o futuro teriam dominado o mundo e não se tornado uma lenda barata que mal serve pra fazer filmes hollywoodianos decentes.

O Carnaval foi um mero feriado prolongado. Não sambei, não me travesti, não pirei e não corro risco nenhum de engravidar, afinal sou um homem. O que interessa é que o Carnaval passou e me diverti conforme as possibilidades de minha consciência viciada em coisas nerds como mangás e videogames.

Eu olho pro Carnaval e o que eu vejo é um bando de retardados se matando, é legal ficar totalmente louco? É. Vale a pena? Apenas se as coisas estiverem sob controle prévio. Encher a cara e pegar DST’s é algo extremamente normal se analisarmos a história humana, então a galera fazendo isso no Carnaval não me surpreende ou assusta, na verdade o contrário faria me sentir na Idade Média.

Mas meu problema com o Carnaval é a parte “cultural” dele. Eu sou brasileiro e não curto samba, para falar a verdade queria que todo sambista se aposentasse, não fariam falta para mim. O Carnaval é vendido como festa tipicamente brasileira, aquilo que representa minha cultura. Isso é estupidez! Marketing para gringo fazer turismo sexual.

Para mim Carnaval é uma jogada de marketing para uma galera arrecadar dinheiro utilizando brasileiras que precisam vender o corpo para conseguirem comer. E isso não é algo recente para nossos pais dizerem “Nossa, essa sociedade está se perdendo”, a coisa sempre foi assim, sempre trazendo o cara do país mais rico para molhar o biscoito por aqui e deixar uma gorjeta.

Essa festa não me representa culturalmente, não revela o passado do meu povo, não define a nossa sociedade, essa festa apenas exala o que há de mais podre na mentalidade brasileira. Mulher passa a ser bunda e qualquer um que reclame disso é taxado de femimista e relegado a permancer gritando no vácuo.

Carnaval não é a festa do Brasil que o brasileiro vive, é a festa do estereótipo nacional de macacos sexualmente atraentes. Sou moralista? Não, mas não tenho vocação para ser chupa-rola de gringo e favorável ao turismo sexual que arrebenta com a vida de muitas pessoas. Minha opinião só, foda-se também, ninguém vai ler.

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