Depois penso no título

Eu não vou trocar de nome

2 notas

Skyrim

Como não tenho nada o que fazer vou escrever sobre coisas com as quais perco boa parte da minha vida produtiva. Uma das coisas que suga minha capacidade vital é o Xbox 360.

Esse jogo é simplesmente foda. Em todos os quesitos, isso se você não se importar com pequenas inconsistências no enredo, que sinceramente, dane-se, o legal é matar os dragões e arrotar mágicas.

Esse jogo levou o prêmio de jogo do ano e é merecido, passei um mês inteiro totalmente viciado nesse jogo para conseguir todas as conquistas do jogo. O clima é épico e parece que no mundo viking do jogo a qualquer momento o Amon Amarth vai surgir tocando “Pursuit of Vikings”.

Você começa escolhendo uma das diversas raças, muitas são legais e algumas parecem inúteis como os redguards e os imperiais. Eu escolhi ser um Khajiit, que são gatos ladrões fabricantes de drogas ilícitas e que tem nomes indianos, o último detalhe só descobri no decorrer do jogo após dar um nome sueco pro meu gatinho.

O jogo tem um único defeito, as telas de loading. São muitas e isso enche o saco. A história gira em torno de você, que é o Dragonborn, ou seja, o cara que fala a língua dos dragões, sendo cada sílaba do dragonês um arroto mágico que causa algum efeito no oponente e seu objetivo é salvar o mundo matando a dragão devorador de mundos, fácil para um gato de 1m90 de altura.

Os gráficos são lindos, a história se desenrola bem se você não ligar para o tom apocalíptico e nórdico da coisa. O mundo é bem construído e não existe necessariamente um certo e errado o que permite que você seja idolatrado pelas pessoas enquanto é um assassino totalmente filho da puta. A liberdade de ação marca o jogo, o mundo é gigantesco.

As guildas do jogo garantem que você perca muitas horas de jogo após completar a história principal, na verdade as missões da Dark Brotherhood e da Thieves Guild são profundamente mais divertidas que as da história principal, minha opinião ao menos.

O que, ao fim me deixa confuso em Skyrim é que após conseguir os 1000GP você se tornou o salvador do mundo, o Dumbledore do Colégio de Winterhold (uma espécie de “guilda dos magos”), o chefe da Dark Brotherhood (A guilda dos assassinos), o chefe dos Companions (a “guilda dos guerreiros”), chefe da Thieves guild e herói de guerra do Império. Resumindo você vira boss de tudo, algo plausível.

É um jogo que merece ser comprado, um senhor RPG em todos os aspectos, completamente viciante. Nota 10.

Algumas observações, dicas e fatos bizarros sobre Skyrim

  • Você mata dragões desde cedo, mas demora para começar a matar a porcaria dos mamutes.
  • Por que os nórdicos enterram os ancestrais com armas? Se não fosse esse hábito bizarro seria mais fácil matar os zumbis…
  • Todos os guardas adotam essa profissão após levar uma flechada no joelho.
  • Redguard é a classe mais tosca.
  • Nunca mate galinhas, chacinas são menos ofensivas à lei do que matar galinhas segundo os guardas.
  • Você não transa com quem você casou.
  • Jogar no estilo ladrão é definitivamente mais divertido.
  • Você sempre esquece onde deixou seu follower.
  • Os criadores exageraram nas rugas de expressão e deixaram quase todo mundo com cara de velho.
  • Todas as crianças são pirralhos chatos.
  • No fim das contas os demônios assustadores não fazem mal a ninguém.
  • Ninguém lê os livros.

Arquivada em Games Crítica

  1. amordevagabunda disse: Genial Ivan, não cheguei a jogar todo jogo ainda, mas é bem isso, principalmente a parte de enterrar os mortos com armas, matar zumbis é um saco!
  2. depoispensononome publicou esta postagem